segunda-feira, 17 de maio de 2010

tropeçando em cadarços

Seus olhos estavam mais azuis do que de costume. Eles reluziam contra o meu, transparecendo total felicidade. Eu não tinha dúvidas. Matthew era o homem da minha vida, ou melhor, o amor da minha vida. Ninguém, além de nós dois sabia como era sentir aquilo. Quando eu fui para Paris, eu pensei que estava vivendo um conto de fadas, e quando encontrei Matt, eu tive a certeza que sim. Mas contos de fadas, ás vezes tem finais feliz, e um verdadeiro amor, não. Porque o verdadeiro amor, nunca acaba.

sábado, 15 de maio de 2010

me perco em você.

Fim de jogo. Eu perdi.

 ­­  Reconheço, insisti tantas vezes antes de jogar a toalha ...
 ­­  "Jogar a toalha", uma bela expressão, uma dessas tantas que a origem sequer vem ao caso.
  ­­  Mas eu joguei. Não só a toalha. Joguei tudo fora. Quis jogar suas roupas, suas coisas, quis jogar sua presença. Mas ah, essa aí ...
 ­­  Danada sua presença. Ela ainda não se foi, você sabia? Me persegue, a maldita. E traz companhia! Folgada.
 ­­  Outro dia mesmo, ela convidou o seu cheiro, sua voz, seu jeito. Todos vieram dar uma festa aqui em casa.
  ­­  Casa. Uma cúmplice tão suja da sua presença ... Sempre tenta mostrar que você ainda está aqui de alguma forma, demonstrando vestígios, retratos, algumas roupas, algumas lembranças.
 ­­  As lembranças? Essas não joguei fora. Isso mesmo, eu deixei aqui. Uma forma de dizer que eu ainda tenho algo a me apegar, mesmo que sejam apenas memórias. Algo abstrato, você diria. Mas eu digo, quando fecho os olhos, parecem mesmo reais.
 ­­  ah. Não se importe. Não estou rogando que volte, isso não.
 ­­  Fique com ela, de verdade. Aquela que você chama de amor. Que você diz ser perfeita.
 ­­  Você tá certo, ela é perfeita. Bonita, inteligente, doce, educada ...
  ­­  Eu não! Briguei com sua mãe (aquela cobra que falava mal até da cor das unhas dos meus pés cansados) assim que nos conhecemos. Mal cuidava dos meus cabelos, e tinha uma TPM que te afugentava na primeira noite. Você sempre voltava somente na sétima.

Agora, esse seu novo exemplar não. Ela sim é mulher pra você. Homem igualmente bonito, gentil, instruído.
 ­­  Opa. Aí está. Me dei conta de uma coisa.
  ­­  Se você quer mesmo saber, aquela sua protuberância adiposa já me incomodava. Você nunca abriu a porta do carro pra mim, ou puxou uma cadeira para que eu me sentasse. Nem voltou a estudar não é mesmo? Soube que foi demitido semana passada ... senti uma pena!
 ­­  É, meu bem, a vida é dura. A vida. Essa sim é uma bela amiga! Uma que me fez chegar à uma bela conclusão.

O jogo recomeçou. Saí ganhando

serviam pra te consolar

Eu não preciso de ninguem pra ser feliz. Muito menos de você, não mesmo ! Não preciso de frases bonitinhas, de um ' eu te amo' da boca pra fora, não preciso receber elogios da sua boca, pra me sentir a garotinha linda. É, eu cansei de você, sabe cansei de ver você provocando ciuminhos, achando que com isso me atinge em alguma coisa, cansei de ouvir seus papos, sempre a mesma droga. Esqueçe por favor a parte do ' pra sempre' ? Agora esqueçe tudo o que eu falei. Mas então me dá um tempo, pra eu perde a minha insegurança de um dia eu deixar você 'flutuar' e nunca mais mais volta aqui comigo. É que por mais cansativo que você seja, você ainda me faz bem.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

exagerada.

"Minhas paixões são ardentes. Minhas dores de cotovelo, de querer morrer. Louca do tipo desvairada. Briguenta de tô de mal pra sempre. Durmo treze horas seguidas. Meus amigos são semi-irmãos. Meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos."