Tinha algo nele que mexia comigo. Eu ia, fugia e o esquecia, só que quando o via mais uma vez, em sonho ou pensamento, doutro lado da rua, doutro lado da cidade, meu coração desabava. E eu pensava e sentia e chorava e lembrava e queria e sentia, ah, e sentia tanta mas tanta coisa que cansava de sentir. E eu não sabia se um dia todo aquele amor acabaria, nem se acabava toda vez que sabia não sentir, ou se simplesmente não saia de mim. Queria ir e não voltar e dizer adeus. O caminho tão estreito, apertado, sufocante. Eu pegava a mesma estrada e voltava. Ferida e esgotada. Voltava e ele não saia de mim. Eu queria esquecer, mas não conseguia.
sábado, 1 de janeiro de 2011
então não tente olhar pra trás.
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